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Sobre a Grécia nada a declarar... Mas sobre o Brasil...

Na semana passada  a Grécia decretou formalmente um calote no Fundo Monetário Internacional (FMI), ao deixar de pagar 1,6 bilhão de Euros. Não que isto não tenha importância para nós brasileiros, mas os efeitos em nós serão muito menores do que outras ações caseiras resultantes da corrupção e da ingerência estatal predominante no governo brasileiro. 

O que as autoridades do Banco Central (BC) deverão fazer, é monitorar com muita atenção os efeitos do "calote" na economia européia de forma a minimizar os efeitos, aqui, daquele que é o maior importador de produtos brasileiros do continente. O enigma maior serão os efeitos dos investidores europeus em outras nações mundiais. 
Hamilton Silva: Blogueiro

Os maiores problemas que a equipe econômica enfrenta nesse turbilhão de notícias ruins, as externas não parecem incomodar tanto quanto as que passo a ressaltar. A primeira delas, a alta probabilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar as contas de 2014 do governo, o que fortalecerá, novamente, o discurso da oposição pelo impeachment de Dilma. A segunda refere-se À Operação |Lava à Jato que encontra-se na sala de espera do Palácio do Planalto contaminando de vez o primeiro escalão do governo federal. construtora UTC, de Ricardo Pessoa, financiou com dinheiro da corrupção na Petrobras, a campanha da presidente ano passado, denúncia que a própria presidente confirma em receber "doações". 

Aliados a esse, que parece ser o maior contraditório a ser respondido pelo governo o caos tomou conta da base aliada no Congresso Nacional, onde o Partido dos Trabalhadores e o PMDB travam um luta "sanguinolenta". E por fim, os dramáticos números econômicos, que insistem em degolar os maiores dos otimistas. O mais recente número de desemprego almeja ser mais rápido e ligeiro do que qualquer perspectiva otimista para o ano de 2016, isso sem falar na estagnação que assola nossas perspectivas mais otimistas.

Tudo isso confirma a alta na rejeição da  presidente e dificulta o apoio popular em medidas extremas como as que foram tomadas no início do seu segundo mandato e que deverão pautar as ações do comando da equipe econômica, austeridade, é a palavra.

Pior do que qualquer crise na Grécia é preciso prestar muito mais atenção no próprio umbigo.


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