Pular para o conteúdo principal

Novas Regras forçam empresas a fecharem as portas

Uma enquete realizada pelo Sebrae, em parceria com a E-Commerce Brasil, Camara-e.net e Abcomm, identificou quase 200 micro e pequenas empresas de e-commerce em todo o Brasil que suspenderam as vendas depois do início das novas regras na cobrança do ICMS. Dessas, 135 pararam de vender para outros estados e 47 interromperam todas as vendas da empresa.
Questionados sobre os impactos das mudanças na cobrança do imposto, mais de oito em cada dez donos de micro e pequenas empresas do e-commerce responderam que os encargos tributários aumentaram e, consequentemente, o custo financeiro também. Quase 75% informaram que fizeram mudanças operacionais na empresa e 67% admitiram que, desde o começo do ano, ocorrem atrasos nas entregas.
Desde 1º de janeiro, é obrigatório o pagamento do tributo nos estados de origem e destino da mercadoria, o que afeta, principalmente, as empresas que trabalham com e-commerce – 75% delas são micro e pequenas. A enquete foi feita na última quinta-feira pela internet e respondida por 535 donos de pequenos negócios.
imagem1_ecbr
imagem2_ecbr
Trendy Suplementos

Proprietária da microempresa Trendy Suplementos, Sílvia Dias Catchot, 32 anos, suspendeu as vendas pelo site da empresa depois de 10 dias que as novas regras do ICMS entraram em vigor. Desde 10 de janeiro, ela vende apenas na loja física, localizada no bairro Paraíso na capital paulista. “Abri as lojas (física e virtual) ao mesmo tempo, há 2 anos. A plataforma do site vinha passando por alterações, mas com o site conseguia anunciar no Mercado Livre, vinha tendo mais de 100 pedidos por mês (a grande maioria para fora do estado de São Paulo) e o e-commerce representava 30% do meu faturamento”, conta.

Sílvia conta que, no começo, até tentou suspender apenas as vendas para fora do estado de São Paulo (e chegou a colocar um aviso no site), mas acabou obrigada a interromper todas as vendas do site. “Como faço as entregas pelos Correios, não consigo restringir as compras pelo CEP. Daí tive que tirar o botão comprar do site”.

Segundo a empresária, a decisão foi tomada após tentativas de cumprir as novas regras da tributação. “Até tentei me adequar, mas eram muitas guias, tive 10 pedidos e tive que gerar 20 guias (já que são duas para cada venda). Eu pedi ajuda para um contador que me ajudou. Mas sou sozinha na empresa, não consegui pagar na data de vencimento. Para não atrasar a entrega, mandava o produto só com a nota fiscal e depois pagava a guia com multa”, relata. “Se fosse só pelo trabalho a mais, até contratava uma pessoa para me ajudar. Mas os custos também aumentaram. Antes pagava só o 1,87 relativo ao ICMS do Simples Nacional, agora, além disso, ainda teria que pagar a diferença do tributo entre os estados. Em uma venda de São Paulo para o Rio, por exemplo, seria obrigada a pagar 12% do imposto interestadual e mais 2% do fundo de pobreza. É um absurdo que não diferenciem a regra das grandes empresas e das pequenas”, completa.


Fonte: SEBRAE

Postagens mais visitadas deste blog

TAGUATINGA ESTÁ COM 12OO VAGAS EM SEIS CURSOS

Com o objetivo de apoiar o trabalho de lideranças comunitárias, a Administração Regional de Taguatinga, tem o programa Escola da Comunidade, um espaço voltado para a promoção de cursos e palestras para zeladores, porteiros, síndicos, prefeitos comunitários e membros de associações de moradores. A Escola da Comunidade está com inscrições abertas para cursos de formação em cursos de formação de prefeito comunitário, síndico profissional, direito condominial, engenharia condominial, agente de portaria e primeiros socorros.


Andréa Serra, uma ex-aluna do curso de formação para síndicos, aprovou a iniciativa da escola e hoje usa o que aprendeu na gestão de seu condomínio. “Com as palestras de direito e dos engenheiros pude saber mais sobre legislação e engenharia, o que eu estou aplicando em meu condomínio”. O administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina afirma que a iniciativa é um programa de sucesso da administração de Taguatinga. “A Escola da Comunidade é uma conquista de toda a p…

CONCURSO PARA CÃMARA LEGISLATIVA TERÁ 100 MIL CANDIDATOS

O tão esperado edital de abertura do concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deverá ser lançado até o mês de agosto. A informação foi divulgada pela própria Casa, que assinou o contrato com a Fundação Carlos Chagas (FCC) na última sexta-feira (7/7). Mas a espera pela distribuição das vagas nos cargos não é mais necessária. Veja abaixo para quais áreas serão destinadas as 86 oportunidades: divididas entre os cargos de técnico, consultor técnico, consultor e procurador.
O presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT), espera que o concurso selecione os candidatos mais interessados em fazer carreira na casa, que tem atualmente o salário inicial de nível médio em R$ 10.143,07 e de nível superior em R$ 15.123,30. Segundo ele, a expectativa é de mais de 100 mil candidatos inscritos. Leia também:Mais de 15 mil vagas serão abertas no país até dezembro De acordo com a Casa, não haverá gastos para a realização do certame, pois a seleção será totalmente custeada pelos valores …

O SERVIDOR QUE ESPERA AUMENTO EM OUTUBRO "PODE TIRAR O CAVALINHO DACHUVA"

Escrevo este post com a profunda vontade de estar errado, todavia não sou tão otimista assim. A categoria funcional vinculada ao Governo Do Distrito Federal deverá ter uma visão de águia e planejar qualitativamente suas finanças nos próximos meses. Todos nós temos uma tendência em contar com o "ovo dentro da galinha" e realizar despesas ou pagar dívidas com créditos a receber.
O GDF tem se lastreado e se calçado por uma única linha de defesa e planejamento de governança, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há outra ação propositiva concreta de desenvolvimento econômico para a capital. A "muleta" utilizada só é esquecida quando o governo anterior, o de Agnelo, se sobre põe ao atual na ingerência econômica social.
Vivemos uma crise, nisso não há novidade. Vivemos uma caos não há novidade alguma nisso. A novidade é na desculpa utilizada para justificar ações sem prumo. Falar que arrecadação não tem suprido as expectativas já não justifica o intenso e sistemático discu…