Pular para o conteúdo principal

Entregue nesta sexta-feira (18), primeiro lote de 2016 beneficia 23 microempresários

Por Rafael Alves – A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos entregou, nesta sexta-feira (18), 23 cartas de crédito para microempresários do Distrito Federal. O empréstimo faz parte do programa Prospera DF, retomado neste ano, com recursos oriundos do Fundo de Geração de Emprego e Renda do Distrito Federal. Foram destinados R$ 240.288,41 a 19 empreendedores da área urbana e a quatro da área rural.


Com juros de 0,5% ao mês e financiamento parcelado em até 36 vezes pelo Banco de Brasília (BRB), o programa é uma oportunidade para quem inicia um pequeno empreendimento ou deseja expandir um negócio. A comerciante de roupas íntimas Lanuce Camelo de Melo, de 38 anos, que vende as peças em Planaltina, participa pela primeira vez do Prospera DF e espera um bom retorno com o investimento: obteve R$ 5 mil financiados em dez parcelas. “Estou muito feliz com a taxa de juros e tenho esperança de multiplicar o negócio. Trabalho com vendas desde os 15 anos e é a primeira vez que consigo um empréstimo para poder melhorar o trabalho. Acredito que seja uma oportunidade de crescimento.”

Raimundo Angelino Silva, de 60 anos, vende doces em parceria com a esposa em Sobradinho e no Paranoá. É a 15ª vez que ele tem acesso a créditos oferecidos pelo governo. Agora conseguiu R$ 17,5 mil emprestados. “Para quem é autônomo significa uma grande ajuda. O prazo e os juros são justos, e muito do que construí ao longo dos anos foi devido a esse tipo de auxílio.”

Mercado formal e informal
O Prospera é um programa de microcrédito produtivo. Orientado pela Subsecretaria do Trabalho e do Empreendedorismo, tem o objetivo de fortalecer pequenos e microempreendimentos formais e informais das áreas urbanas e rurais.

Para o secretário-adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour, o projeto é fundamental para o crescimento do empreendedorismo no DF. “Com esse dinheiro, os microempreendedores movimentam o mercado e criam empregos, e o dinheiro emprestado acaba retornando para o governo”, analisa. “A eficácia do programa é tanta que a inadimplência é menor que 2%, e a maior parte dos que conseguiram algum tipo de crédito acaba tentando novos empréstimos.”

Este é o primeiro lote de 2016 e, segundo a secretaria, a meta é emprestar cerca de R$ 8 milhões até o fim do ano. Em 2015, o programa somou R$ 3.057.453,29 divididos em sete lotes. As mulheres foram as que mais obtiveram financiamento (60%). Foram fechados 149 contratos com elas, contra 99 com homens. Os recursos foram distribuídos da seguinte maneira: comércio (55%), agricultura (24%), serviços (8%), indústria (7%), pecuária (4%) e artesanato (2%).

Os interessados devem procurar as agências do microcrédito, nas Agências do Trabalhador do Plano Piloto e de Taguatinga. É preciso levar documentação do empreendimento e comprovar a atividade desenvolvida. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas.
Agências de microcrédito
Em Brasília
SCS Quadra 6, Lotes 10/11, sobreloja, agência do trabalhador, Plano Piloto
Mais informações: (61) 3255-3787 / 3255-3789

Em Taguatinga
Quadra C 4, Lote 3, 3º andar, agência do trabalhador, Avenida das Palmeiras, Taguatinga Centro
Mais informações: (61) 3255-3790 / 3255-3791

Postagens mais visitadas deste blog

TAGUATINGA ESTÁ COM 12OO VAGAS EM SEIS CURSOS

Com o objetivo de apoiar o trabalho de lideranças comunitárias, a Administração Regional de Taguatinga, tem o programa Escola da Comunidade, um espaço voltado para a promoção de cursos e palestras para zeladores, porteiros, síndicos, prefeitos comunitários e membros de associações de moradores. A Escola da Comunidade está com inscrições abertas para cursos de formação em cursos de formação de prefeito comunitário, síndico profissional, direito condominial, engenharia condominial, agente de portaria e primeiros socorros.


Andréa Serra, uma ex-aluna do curso de formação para síndicos, aprovou a iniciativa da escola e hoje usa o que aprendeu na gestão de seu condomínio. “Com as palestras de direito e dos engenheiros pude saber mais sobre legislação e engenharia, o que eu estou aplicando em meu condomínio”. O administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina afirma que a iniciativa é um programa de sucesso da administração de Taguatinga. “A Escola da Comunidade é uma conquista de toda a p…

O SERVIDOR QUE ESPERA AUMENTO EM OUTUBRO "PODE TIRAR O CAVALINHO DACHUVA"

Escrevo este post com a profunda vontade de estar errado, todavia não sou tão otimista assim. A categoria funcional vinculada ao Governo Do Distrito Federal deverá ter uma visão de águia e planejar qualitativamente suas finanças nos próximos meses. Todos nós temos uma tendência em contar com o "ovo dentro da galinha" e realizar despesas ou pagar dívidas com créditos a receber.
O GDF tem se lastreado e se calçado por uma única linha de defesa e planejamento de governança, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há outra ação propositiva concreta de desenvolvimento econômico para a capital. A "muleta" utilizada só é esquecida quando o governo anterior, o de Agnelo, se sobre põe ao atual na ingerência econômica social.
Vivemos uma crise, nisso não há novidade. Vivemos uma caos não há novidade alguma nisso. A novidade é na desculpa utilizada para justificar ações sem prumo. Falar que arrecadação não tem suprido as expectativas já não justifica o intenso e sistemático discu…

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça.
Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as jazidas de minério de…