Pular para o conteúdo principal

Reeleição para presidência da CLDF transcende o interesse público

Muitos candidatos na última eleição  defendiam, inclusive a atual presidente da Câmara Legislativa, a oxigenação e renovação dos agentes públicos eletivos seja no legislativo e ou executivo.
Essa atitude, de "brigar" pela reeleição no comando da mesa diretora da CLDF nos induz à  seguinte reflexão: 

  •  quais os reais interesses de se manter na presidência? Será que o "quadro" político  mudou tanto e a correlação de forças exige essa disputa? Talvez, depois de eleita, a presidente do legislativo tenha mudado sua forma de pensar, toda via sabemos que princípios são inegociáveis;
  • A conjuntura requer cuidado? Ou fato de ter o controle de um poder distrital dá a eles, mandatários uma "segurança", inclusive em manobras para se manter no poder?


Não é porque se faz um bom trabalho que a perpetuação na presidência do legislativo e executiva deva prevalecer sobre o interesse público. Se vem fazendo um bom trabalho pressupõe-se que a sucessão teria se consolidado durante todo o período em que exerceu a função, inclusive na preparação de possíveis quadros alinhados de sua política vitoriosa.

Blogueiro e economista opina
Hamilton Silva: Economista
e blogueiro 
Brasília, assim como o Brasil tem passado por sucessivos escândalos e seu povo não merece mais um desmando. Nesse momento em que eclode uma dezena denúncias em todos os setores produtivos da capital não se pode largar o fundamental, os princípios, baseado em discurso da sustentabilidade institucional, mesmo que essas denúncias seja gravíssimas a rotatividade pressupõe compromisso e principalmente isenção em todo o processo.

Diferentemente de cargos técnicos de carreira, estatutário, baseados e sedimentados nas práticas weberianas,  o posto eletivo exige um Turnover muito mais presente na administração pública pelas seguintes razões;

  •  Um dos primeiros passos a ser sguido pelo político profissional é a corrupção e as reeleições facilitam as relações prostituídas para quem não tem a honestidade como princípio;
  • A rotatividade faz com que pessoas comprometidas e com profissões técnicas ou de carreira, pessoas ocupadas, levam a um comprometimento e nível de responsabilidade com o público independentemente  do cargo temporário ou passageiro
    • A lei da Ficha Limpa ajudou o processo de limpeza no processo eleitoral, todavia, a fiscalização do poder judiciário e da sociedade dever ser sistemático, parcial e ágil no julgamento de casos leves e graves sem distinção.
No caso de poder legislativo local o buraco é mais embaixo, muito embaixo mesmo, beirando a política rasteira que se transfere para disputa eleitoral ao  governo local, em 2018, startando a agressividade nos atos legislativos retirando o executivo da inércia administrativa, pelo menos temporariamente.
De qualquer maneira reeleição para se manter no poder só pra estabelecer metas pessoais  só tem uma única razão; gerar pequenos ditadores e populistas volúveis ao poder econômico.
Vamos prestar atenção amigos, e #MelhoreSeuVoto
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

TAGUATINGA ESTÁ COM 12OO VAGAS EM SEIS CURSOS

Com o objetivo de apoiar o trabalho de lideranças comunitárias, a Administração Regional de Taguatinga, tem o programa Escola da Comunidade, um espaço voltado para a promoção de cursos e palestras para zeladores, porteiros, síndicos, prefeitos comunitários e membros de associações de moradores. A Escola da Comunidade está com inscrições abertas para cursos de formação em cursos de formação de prefeito comunitário, síndico profissional, direito condominial, engenharia condominial, agente de portaria e primeiros socorros.


Andréa Serra, uma ex-aluna do curso de formação para síndicos, aprovou a iniciativa da escola e hoje usa o que aprendeu na gestão de seu condomínio. “Com as palestras de direito e dos engenheiros pude saber mais sobre legislação e engenharia, o que eu estou aplicando em meu condomínio”. O administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina afirma que a iniciativa é um programa de sucesso da administração de Taguatinga. “A Escola da Comunidade é uma conquista de toda a p…

O SERVIDOR QUE ESPERA AUMENTO EM OUTUBRO "PODE TIRAR O CAVALINHO DACHUVA"

Escrevo este post com a profunda vontade de estar errado, todavia não sou tão otimista assim. A categoria funcional vinculada ao Governo Do Distrito Federal deverá ter uma visão de águia e planejar qualitativamente suas finanças nos próximos meses. Todos nós temos uma tendência em contar com o "ovo dentro da galinha" e realizar despesas ou pagar dívidas com créditos a receber.
O GDF tem se lastreado e se calçado por uma única linha de defesa e planejamento de governança, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há outra ação propositiva concreta de desenvolvimento econômico para a capital. A "muleta" utilizada só é esquecida quando o governo anterior, o de Agnelo, se sobre põe ao atual na ingerência econômica social.
Vivemos uma crise, nisso não há novidade. Vivemos uma caos não há novidade alguma nisso. A novidade é na desculpa utilizada para justificar ações sem prumo. Falar que arrecadação não tem suprido as expectativas já não justifica o intenso e sistemático discu…

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça.
Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as jazidas de minério de…