Pular para o conteúdo principal

CONSTRUÇÃO GANHA MAIS 2 MIL POSTOS DE TRABALHO EM JUNHO

A taxa de desemprego total em Brasília se manteve estável em junho. O índice passou de 18,9%, em maio, para 19% no mês seguinte, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-DF), divulgada nesta quarta-feira (27) pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A quantidade de pessoas no mercado de trabalho — ocupadas ou procurando emprego — diminuiu, em razão da expectativa do período de férias.
No setor da construção civil, o cenário é um pouco mais positivo, com aumento de 2 mil de postos de trabalho.
O setor da construção civil registrou um aumento de 2 mil postos de trabalho em junho. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília
No setor da construção civil, o cenário é de crescimento, com aumento de 2 mil postos de trabalho no período. “É muito cedo para dizer que está havendo uma retomada do setor, porque é um momento muito específico”, ressalta a coordenadora de pesquisas do Dieese, Adalgiza Amaral. No entanto, o desempenho do setor foi influenciado pela liberação de projetos de construção por meio da Central de Aprovação de Projetos (CAP), da Secretaria de Gestão do Território e Habitação. “A Secretaria fez uma força-tarefa, no primeiro semestre deste ano, na CAP. A central liberou mais de 1 mil alvarás de construção. No ano passado, foram 800. Essas liberações com certeza tiveram impacto no setor”, defende o secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour.
O empreendedorismo também está em alta. Pelo menos 123 mil pessoas decidiram investir no próprio negócio em junho. Em maio, os empreendedores correspondiam a 117 mil pessoas. “Isso demonstra que parte das pessoas que perderam empregos com carteira assinada usaram os recursos da rescisão para investir em um negócio.”

Desemprego é maior entre os que ganham mais

Em termos absolutos, o contingente de desempregados, em junho, foi de 301 mil pessoas. São 2 mil pessoas a mais que o mês anterior, quando 299 mil estavam à procura de vaga no mercado de trabalho.
O secretário adjunto do Trabalho considera a variação da quantidade de desempregados um sinal de que a pior fase da crise já passou. “Tivemos um aumento de 0,1 ponto percentual, o que significa estabilidade. Não consideramos aumento expressivo. A crise está da metade para o final: o mercado começa a se reaquecer, alguns segmentos começam a contratar mais”, avaliou.
No mesmo período, 2 mil brasilienses deixaram de fazer parte da população economicamente ativa (PEA), ou seja, abandonaram a busca por emprego e retornaram à inatividade. “Os dados se referem a um período em que as pessoas se preparam para as férias e preferem deixar para procurar emprego no segundo semestre, já de olho na maior oferta de vagas no fim do ano”, explica a coordenadora da PED-DF pelo Dieese, Adalgiza Lara Amaral.
O desemprego foi mais intenso no grupo de maior renda, cujo índice ficou em 7,9%. Em maio, a taxa para esse grupo foi de 7,4%. O fechamento de postos de trabalho na administração pública — foram 4 mil vagas a menos de maio para junho — justifica esse aumento. Por outro lado, o grupo de renda mais baixa, apresentou variação de 22,8% para 22,5%. Essa é a primeira vez que essa parcela da população apresenta queda na taxa de desemprego. “Atribuímos isso à redução da PEA. Com menor pressão das pessoas procurando uma oportunidade, a taxa também diminui”, destaca Adalgiza.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

TAGUATINGA ESTÁ COM 12OO VAGAS EM SEIS CURSOS

Com o objetivo de apoiar o trabalho de lideranças comunitárias, a Administração Regional de Taguatinga, tem o programa Escola da Comunidade, um espaço voltado para a promoção de cursos e palestras para zeladores, porteiros, síndicos, prefeitos comunitários e membros de associações de moradores. A Escola da Comunidade está com inscrições abertas para cursos de formação em cursos de formação de prefeito comunitário, síndico profissional, direito condominial, engenharia condominial, agente de portaria e primeiros socorros.


Andréa Serra, uma ex-aluna do curso de formação para síndicos, aprovou a iniciativa da escola e hoje usa o que aprendeu na gestão de seu condomínio. “Com as palestras de direito e dos engenheiros pude saber mais sobre legislação e engenharia, o que eu estou aplicando em meu condomínio”. O administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina afirma que a iniciativa é um programa de sucesso da administração de Taguatinga. “A Escola da Comunidade é uma conquista de toda a p…

O SERVIDOR QUE ESPERA AUMENTO EM OUTUBRO "PODE TIRAR O CAVALINHO DACHUVA"

Escrevo este post com a profunda vontade de estar errado, todavia não sou tão otimista assim. A categoria funcional vinculada ao Governo Do Distrito Federal deverá ter uma visão de águia e planejar qualitativamente suas finanças nos próximos meses. Todos nós temos uma tendência em contar com o "ovo dentro da galinha" e realizar despesas ou pagar dívidas com créditos a receber.
O GDF tem se lastreado e se calçado por uma única linha de defesa e planejamento de governança, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há outra ação propositiva concreta de desenvolvimento econômico para a capital. A "muleta" utilizada só é esquecida quando o governo anterior, o de Agnelo, se sobre põe ao atual na ingerência econômica social.
Vivemos uma crise, nisso não há novidade. Vivemos uma caos não há novidade alguma nisso. A novidade é na desculpa utilizada para justificar ações sem prumo. Falar que arrecadação não tem suprido as expectativas já não justifica o intenso e sistemático discu…

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça.
Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as jazidas de minério de…