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Opinião: Mais seis razões para não vender nossas empresas

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Esse é o segundo texto (leia o primeiro aqui) que posto a respeito das privatizações que poderão ocorrer no Brasil nos próximos meses. Defendo uma avaliação de controle e eficiência sistemática, discriminada com gestão colegiada e com mecanismo de retomada do setor público caso haja negligência na execução das efetivas operações e serviços, já que a a entrega do patrimônio público não resolve os problemas nem da população e muito menos os problemas gerados no mercado de oferta e demanda oriundos da iniciativa privada.

Continuarei escrevendo aqui as teses, textos e posicionamentos sobre o tema, pois considero de extrema importância para a nação e principalmente porquê a conjuntura sócio econômica exige esse debate.
Segue mais seis razões que não justificam as privatizações (entrega da gestão do patrimônio à inicitiva privada) 

 

01- Fuga de capitais

Com as privatizações, grupos estrangeiros passam a comprar as empresas estatais e a repassar ao exterior os lucros do trabalho do brasileiro. Logo, as privatizações geram fuga de recursos para o exterior e fazem o Brasil ficar mais pobre.

02 - Universalização

Com a privatização, uma empresa pode se negar a oferecer determinado serviço importantíssimo em determinada localidade por causa de sua baixa viabilidade econômica. Logo, até os brasileiros com recursos podem ser prejudicados pela falta de serviços.

03 - Crise

As crises do capitalismo são cíclicas. Logo, quando o Estado controla determinada atividade, existe mais segurança de que ela será cumprida e não será abalada por crises. Empresas estatais não costumam declarar falência, pois se resguardam no Estado.

04 - Consequências

O resultado das políticas de privatizações promovida pelos governos neoliberais tornou o Brasil mais pobre, todavia mais competitivo, mais desigual e mais injusto, apenas enriquecendo uma pequena classe de empresários e políticos. Isso pode parecer um discurso "bolivariano" e de esquerda Logo, as privatizações colaboram para que a sociedade seja mais desigual e aplica o capitalismo selvagem. Liberalismo, esse,  que necessita de um maior controle e fiscalização não permitindo o Dumping e Monopólio que inviabializaria uma saudável concorrência.

05 - Constituição

Nossa Constituição é social e democrática de Direito, e determina que o Estado preste diretamente serviços como o de educação, saúde e assistência social, podendo a iniciativa privada atuar apenas de forma complementar/suplementar, não sendo possível a concessão de serviços públicos sociais.

06 - Prejuízo

Com as privatizações o Estado perde uma importante fonte de receita. Imagine quantos hospitais e escolas poderíamos construir com os lucros que as empresas privatizadas estão obtendo todo o ano. É um desvio de finalidade já que essas empresas foram construídas (financiadas) pelo capital nacional, ou seja pelos nossos impostos.

O que é Privatização?

É um mecanismo que visa vender as empresas estatais para as empresas privadas. Geralmente isso ocorre quando a empresa estatal não está gerando o lucro necessário para competir com o mercado.

Como surgiu o termo Privatização?

Este mecanismo apareceu junto as teorias Adam Smith(Caso você não conheça ele clique neste link), que dizia que  o governo deve intervir minimamente no mercado, pois as intervenções acabam afetando a economia  e a competição as empresas.

Contando um pouco mais sobre as privatizações

As privatizações foram marcas de alguns governos, como EUA(Quando foi governado por Ford, Carter e Reagan) e gestão Thatcher na Inglaterra, com o mundo vendo que estava dando certo, escolheram começar a privatizar e diminuir os custos decorrentes dos serviços e passando para empresas privadas. O primeiro país da America Latina por optar este mecanismo foi o Chile no governo de Augusto Pinochet em 1973. No Brasil as privatizações começaram no governo de Fernando Henrique Cardoso, que realizou diversas privatizações como Telesp, Companhia Vale do Rio Doce, Banespa entre outras.

 



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