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MOBILIDADE: CICLOFAIXAS OU ACOSTAMENTO?

Numa cidade onde as distâncias são grandes e a estrutura de transporte público é bastante deficiente, as dificuldades de deslocamento nos levam a pensar nas alternativas que poderiam ser imaginadas como alternativas para melhorar o trânsito em nossas vias apinhado de carros  que poluem e engarrafam o caótico trânsito dos grandes centros.

Uma delas seria a utilização de bicicletas, econômicas , não poluentes  e que contribuem para uma vida mais saudável.

Hoje, já podemos ver  a parceria público/privada entre um grande banco privado e o governo local com  a instalação de  bicicletários em  pontos estratégicos da cidade.

Carece, todavia, uma ampla campanha de esclarecimento de como se utilizam esses bicicletários( sistema de pagamento, horas de utilização, outros pontos na cidade, retirada e devolução das bicicletas, entre outras informações importantes ) bem como estrutura nos locais de trabalho de banheiros com chuveiro e vestiários que possibilitem de fato que as pessoas possam usar este meio de transporte para irem ao trabalho. 

Outro ponto importante são as ciclovias. Com raras exceções, as ciclovias são na verdade o acostamento e uma pintura improvisada que os agentes governamentais insistem em chamar de ciclofaixas, nas quais  tanto os usuários  quanto os motoristas sofrem  sérios riscos de segurança já que não são de fato ciclovias, com as especificações técnicas próprias de uma via onde o acesso é de fato exclusivo dos usuários e sem a menor chance de um motorista, no seu direito, ter , em um imprevisto, que utilizar o acostamento em uma situação de emergência.

 As magrelas, como são carinhosamente conhecidas as bicicletas, são muito bem vindas em nossas cidades, mas desde que haja toda a estrutura necessária de segurança para seus usuários e para os motoristas numa convivência segura e pacífica como ocorre em países onde estes cuidados são tomados.

Walesca Borges
Analista Legislativo
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