Pular para o conteúdo principal

GDF TEM MAIS COMISSIONADOS DO QUE CONCURSADOS

FOTO: INTERNET - HAMILTON SILVA



Os esforços do Governo do Distrito Federal em diminuir a contratação de servidores de carreira (concursados) vem surtindo efeito (+) positivo já que se analisarmos o trabalho do Política DF em Números (site especializado em Diário Oficial e políticas públicas do DF) a gestão administrativa e política da Lei de Responsabilidade Fiscal impede a a posse de novos servidores. O Diário Oficial de 12 de maio de 2017 publica o quadro da força de trabalho ativa do Governo de Brasília em 31/03/2017.

Os maiores empregadores


O total de servidores ativos em 31/03/2017 é de 130.782. A Secretaria de Educação continua sendo o maior “empregador” do serviço público Distrital, com 38.732 servidores, seguida da Secretaria de Saúde com 33.306 e Polícia Militar com 12.327.

A maioria de comissionados fica assim:

O total de cargos em comissão (concursados + livre provimento) é de 13.495. Em números absolutos, é SE Saúde que possui mais funções gratificadas (2.024), seguida da Polícia Civil (1.122) e da SE Segurança Pública com 624.

O número de cargos comissionados ocupados por servidores sem vínculos com o GDF é de 5.954, que corresponde a 4,55 % do total de servidores.

Em termos percentuais, exceto a CEB Gás onde o único servidor é de fora do quadro, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal-FUNAP aparece como o maior percentual de não-vinculados com 38 de seus 41 servidores (92,68 %), seguida da Administração Regional do SCIA/Estrutural com 43 de seus 47 servidores (91,49 %) e da AR Varjão tendo 34 de seus 38 servidores fora do quadro efetivo (89,47 %)


Até a polícia militar?

A PMDF, que não tinha servidores fora do quadro até dezembro de 2016, indica agora ter 400, tornando-se a unidade com maior número absoluto de comissionados de livre provimento (sem concurso), seguida da SE Saúde (341) e da SE Trabalho, Mulhres e Igualdade Racial (295).

A situação da Polícia Militar já passa de alarmante, com mais de 1.500 Servidores saindo do serviço efetivo em seis meses, o que representa mais de 10 % da força. Estranhamente, a “Gloriosa” indica, pela primeira vez, ter Servidores sem vínculo, e numerosos: 400. Mesmos com esses, o saldo da força da PM agora mal ultrapassa 12.000. O CBMDF também é atingido pela onda de reservas remuneradas, perdendo mais de 200 concursados. Para os Bombeiros também, houve forte aumento de cargos de livre provimento: passaram de 5 para 48 desde o início do ano.

(NB: Os números da PMDF foram repetidos do balanço de setembro de 2016 já que os de dezembro de 2016 publicados no DODF estavam errados, mas não foram retificados até a presente data.)


(+) Comissionados

O total da força de trabalho está em baixa de 2.508 servidores (- 1,88 %), isto apesar do aumento importante dos cargos em comissão (+ 329) e dos sem vínculo (+ 532).

A SE Saúde é a segunda em perdas de Servidores (- 592), mas com aumento de contratados de fora (+ 51)

Pouquíssimas unidades tiveram reforço, com destaque na SE Segurança Publica que tem mais 49 Servidores (todos sem concurso) e a ADASA mais 28.

Nova ligeira baixa nas Administrações Regionais: 2.072 Servidores (20 a menos que em dezembro de 2016)), 1.321 cargos em comissão (- 25) e 1.160 fora-do-quadro (- 38). É devido ao corte de 1/3 do quadro da AR Santa Maria.


SERVIÇO

FAÇA A COMPARAÇÃO
Confira a variação da força de trabalho do GDF entre dezembro de 2016 e março de 2017 > Servidores dez 2016 – mar 2017

Confira os servidores do GDF em 31/03/2017 > Servidores GDF mar 2017

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

TAGUATINGA ESTÁ COM 12OO VAGAS EM SEIS CURSOS

Com o objetivo de apoiar o trabalho de lideranças comunitárias, a Administração Regional de Taguatinga, tem o programa Escola da Comunidade, um espaço voltado para a promoção de cursos e palestras para zeladores, porteiros, síndicos, prefeitos comunitários e membros de associações de moradores. A Escola da Comunidade está com inscrições abertas para cursos de formação em cursos de formação de prefeito comunitário, síndico profissional, direito condominial, engenharia condominial, agente de portaria e primeiros socorros.


Andréa Serra, uma ex-aluna do curso de formação para síndicos, aprovou a iniciativa da escola e hoje usa o que aprendeu na gestão de seu condomínio. “Com as palestras de direito e dos engenheiros pude saber mais sobre legislação e engenharia, o que eu estou aplicando em meu condomínio”. O administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina afirma que a iniciativa é um programa de sucesso da administração de Taguatinga. “A Escola da Comunidade é uma conquista de toda a p…

O SERVIDOR QUE ESPERA AUMENTO EM OUTUBRO "PODE TIRAR O CAVALINHO DACHUVA"

Escrevo este post com a profunda vontade de estar errado, todavia não sou tão otimista assim. A categoria funcional vinculada ao Governo Do Distrito Federal deverá ter uma visão de águia e planejar qualitativamente suas finanças nos próximos meses. Todos nós temos uma tendência em contar com o "ovo dentro da galinha" e realizar despesas ou pagar dívidas com créditos a receber.
O GDF tem se lastreado e se calçado por uma única linha de defesa e planejamento de governança, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há outra ação propositiva concreta de desenvolvimento econômico para a capital. A "muleta" utilizada só é esquecida quando o governo anterior, o de Agnelo, se sobre põe ao atual na ingerência econômica social.
Vivemos uma crise, nisso não há novidade. Vivemos uma caos não há novidade alguma nisso. A novidade é na desculpa utilizada para justificar ações sem prumo. Falar que arrecadação não tem suprido as expectativas já não justifica o intenso e sistemático discu…

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça.
Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as jazidas de minério de…